Dalmi Defanti, fundador da Gráfica Print, atua em um setor no qual a organização visual das informações precisa acompanhar diferentes formatos de comunicação. A quantidade de conteúdo disponível em telas aumentou, mas isso não tornou menos importante a maneira como textos, imagens e elementos gráficos são apresentados. Sites, revistas digitais, relatórios, catálogos e materiais impressos continuam dependendo de escolhas de hierarquia, tipografia e estrutura para facilitar a leitura e tornar a informação mais compreensível.
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O que o design editorial realmente faz?
Design editorial não se resume a escolher uma fonte bonita ou distribuir imagens em uma página. Sua principal função é organizar informações para facilitar a leitura e estabelecer uma hierarquia entre os diferentes elementos de uma publicação. Títulos, subtítulos, legendas, blocos de texto, fotografias e espaços em branco precisam trabalhar em conjunto. Quando esses componentes são planejados de forma integrada, o leitor consegue compreender a estrutura do conteúdo com menos esforço.
A organização influencia diretamente a experiência do leitor. Uma página carregada pode dificultar a identificação das informações principais, enquanto uma estrutura bem planejada permite localizar rapidamente determinado conteúdo. Dalmi Defanti explica que o mesmo princípio vale para uma publicação digital, ainda que a leitura aconteça em uma tela. A distribuição adequada dos elementos também ajuda a criar um ritmo de leitura, evitando que todas as informações pareçam ter o mesmo nível de importância.
Fundado nisso, o design editorial começa antes da composição visual. É necessário compreender o conteúdo, identificar suas prioridades e pensar na maneira como o público provavelmente percorrerá aquela informação. A aparência surge como consequência de uma estrutura que precisa cumprir uma função. Essa etapa de planejamento reduz escolhas meramente decorativas e direciona o projeto para as necessidades reais de quem irá consumir o conteúdo.
O ambiente digital mudou a forma de organizar conteúdo?
Sim, principalmente porque a leitura em telas apresenta características diferentes da leitura no papel. O tamanho do dispositivo pode variar, assim como a orientação da tela, a distância de visualização e a maneira como o usuário interage com o conteúdo. Uma publicação precisa responder a essas condições sem perder clareza. Por isso, elementos como tamanho da fonte, espaçamento e proporção das imagens precisam ser avaliados de acordo com o suporte utilizado.

Em páginas digitais, por exemplo, a hierarquia pode envolver elementos clicáveis, menus, imagens em movimento e diferentes níveis de navegação. Já em uma publicação impressa, o leitor controla o ritmo por meio de páginas, capítulos e elementos físicos. Cada ambiente exige decisões próprias. No meio digital, Dalmi Defanti destaca que também é necessário considerar a forma como o usuário percorre a página e identifica os caminhos disponíveis para continuar a leitura.
Por que a tipografia continua sendo tão importante?
A escolha tipográfica interfere tanto na aparência quanto na leitura. Tamanho, espaçamento entre linhas, largura das colunas e contraste entre títulos e textos podem facilitar ou dificultar a compreensão. Uma fonte adequada para um título pode não funcionar da mesma maneira em um bloco extenso de texto. Por isso, a tipografia precisa ser escolhida considerando não apenas o estilo visual, mas também a quantidade de informação e o tempo de leitura esperado.
No ambiente digital, essas decisões também precisam considerar diferentes tamanhos de tela. Uma composição que parece equilibrada em um monitor pode apresentar problemas quando visualizada em um celular. Dentre esse panorama, projetos editoriais digitais precisam ser testados em diferentes condições de leitura. Esse cuidado permite identificar textos pequenos, espaçamentos insuficientes ou elementos que dificultam a navegação antes da publicação.
Na perspectiva de Dalmi Defanti Cuiabá, essa preocupação mantém uma ligação direta com a produção gráfica. Uma publicação bem resolvida precisa considerar o resultado final, seja ele uma página impressa ou uma composição destinada à tela. O suporte muda, mas a necessidade de tornar a informação compreensível permanece. Essa atenção ao resultado ajuda a aproximar as decisões de design da experiência que o leitor terá diante do conteúdo.

