O conceito de descartável está sendo revisado em silêncio dentro de algumas das operações industriais mais relevantes do Brasil. Elias Assum Sabbag Junior, especialista em embalagens plásticas, está inserido nessa transição em um mercado que começa a perceber que a vida útil de uma embalagem pode, e deve, ser muito mais longa do que o tempo entre a saída da linha de produção e a chegada ao ponto de venda. Essa mudança não é apenas ambiental, mas econômica, operacional e, cada vez mais, uma exigência de mercado.
Leia a seguir para saber mais!
Por que o modelo linear de embalagem está perdendo espaço?
Durante décadas, a lógica da embalagem industrial foi linear: produzir, embalar, transportar, descartar. Esse modelo funcionou enquanto o custo dos insumos era baixo e a pressão regulatória era quase inexistente. Os dois pressupostos mudaram, expõe Elias Assum Sabbag Junior. Isso porque o encarecimento de matérias-primas, a volatilidade cambial e o avanço de exigências ambientais em cadeias de fornecimento globais tornaram o modelo linear progressivamente mais caro e arriscado.
No entanto, empresas que continuam operando com embalagens de uso único enfrentam hoje não apenas custos maiores, mas também dificuldades crescentes para atender requisitos de clientes que adotaram critérios ESG em seus processos de homologação de fornecedores.

A economia circular oferece uma alternativa concreta. No modelo circular, a embalagem não termina no descarte; ela retorna ao ciclo produtivo como insumo. Isso exige mudança de mentalidade, investimento em logística reversa e escolha de materiais compatíveis com múltiplos ciclos de uso. O plástico corrugado, linha em que a Cartonale atua, reúne características que o tornam especialmente adequado para esse modelo: durabilidade, resistência à umidade, capacidade de padronização e compatibilidade com processos de reciclagem industrial.
Pós-consumo como matéria-prima: o que já está funcionando
A utilização de material reciclado pós-consumo na produção de embalagens plásticas deixou de ser apenas uma declaração de intenção e passou a ser uma prática mensurável em operações que investiram na estruturação de fluxos de retorno de materiais. Elias Assum Sabbag Junior integra esse movimento ao incorporar material reciclado na cadeia produtiva da Cartonale, reduzindo a dependência de resinas virgens e contribuindo para fechar o ciclo de uso dos materiais que coloca no mercado. Sendo assim, esse posicionamento responde simultaneamente a pressões de custo, de mercado e de conformidade ambiental.
Conforme o empresário e especialista em embalagens plásticas, Elias Assum Sabbag Junior aponta, o desafio nesse modelo está na rastreabilidade. Dado que, para que o material pós-consumo seja aproveitado de forma eficiente, é necessário garantir qualidade consistente do insumo reciclado, o que demanda processos de triagem, classificação e controle que ainda não estão disponíveis em escala em todos os segmentos. As empresas que resolveram esse gargalo saíram na frente, tanto em eficiência quanto em capacidade de responder a auditorias e relatórios de sustentabilidade exigidos por clientes corporativos.
O mercado que está sendo construído agora
A transição para um modelo de embalagem baseado em economia circular não acontece por adesão espontânea. Ela é puxada por uma combinação de pressão regulatória, exigências de cadeia e percepção de custo. Elias Assum Sabbag Junior, com atuação voltada para soluções que combinam desempenho e responsabilidade ambiental, representa um perfil de empresário que consegue oferecer aos clientes algo mais do que um produto: oferece um argumento concreto para relatórios de sustentabilidade, para auditorias de fornecedores e para metas de redução de resíduos que muitas empresas já assumiram publicamente. Sendo assim, um novo território de competitividade no setor de embalagens está sendo disputado agora.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

