Segundo Ernesto Kenji Igarashi, a fadiga operacional é um fator crítico na rotina das equipes de segurança institucional, pois impacta diretamente a atenção, o tempo de resposta e a qualidade das decisões. A gestão adequada do desgaste físico e mental é parte indissociável da própria segurança, uma vez que profissionais fatigados apresentam maior propensão a erros operacionais.
Operações prolongadas, escalas irregulares e níveis elevados de responsabilidade ampliam esse desgaste e comprometem o desempenho cotidiano. Nesse contexto, compreender como a fadiga afeta a atuação armada e o planejamento das missões torna-se essencial para prevenir falhas e preservar a capacidade operacional, garantindo maior segurança nas ações.
Fadiga operacional e impacto no desempenho
A fadiga operacional compromete a clareza cognitiva e a percepção situacional. Mesmo profissionais experientes podem apresentar redução gradual de desempenho quando submetidos a longos períodos de alerta contínuo. O risco, portanto, não se limita à exaustão visível, mas também ao desgaste silencioso que se acumula ao longo do tempo.
Ernesto Kenji Igarashi explica que a queda de concentração afeta a leitura de ambiente, a comunicação e o julgamento de ameaças, fazendo com que pequenas falhas se somem e gerem vulnerabilidades que não existiriam em condições ideais. Reconhecer sinais precoces de fadiga passa a ser, assim, uma medida essencial de segurança. Quando esse fator é ignorado, erros tendem a ser atribuídos exclusivamente à técnica ou ao indivíduo. No entanto, muitas ocorrências decorrem de saturação mental.
Planejamento de escalas e gestão de energia
O planejamento de escalas é uma ferramenta central para o controle da fadiga. A distribuição equilibrada das jornadas evita sobrecargas e contribui para a manutenção da prontidão ao longo do tempo, tornando a gestão de energia da equipe mais previsível e eficiente. A alternância entre funções de maior e menor exigência operacional ajuda a preservar o foco e a capacidade de reação.

Para isso, o gestor deve considerar a intensidade das missões, o tempo de deslocamento e os períodos adequados de recuperação. Essa abordagem reduz o desgaste acumulado e sustenta o desempenho. Ernesto Kenji Igarashi enfatiza que pausas estratégicas, nesse sentido, não representam fragilidade operacional. Ao contrário, são elementos fundamentais para garantir consistência e confiabilidade nas ações. Quando o planejamento respeita limites humanos, a segurança institucional se fortalece.
Treinamento e preparo físico como prevenção
O preparo físico exerce papel direto na resistência à fadiga. Um condicionamento adequado amplia a tolerância ao estresse e acelera a recuperação após missões intensas, tornando-se componente essencial da preparação profissional. Além disso, treinamentos realistas permitem adaptação progressiva às cargas de pressão, auxiliando o organismo a lidar melhor com longos períodos de atenção. O preparo físico e o técnico, portanto, caminham de forma integrada.
De acordo com Ernesto Kenji Igarashi, a capacitação contínua também reduz o desgaste cognitivo. Quando procedimentos são bem dominados, a execução se torna mais eficiente e exige menor esforço mental. Assim, a qualificação técnica atua como ferramenta adicional de preservação da energia operacional.
Cultura organizacional e responsabilidade institucional
A cultura organizacional influencia diretamente a forma como a fadiga é gerida. Ambientes que reconhecem a importância do descanso adequado apresentam menor incidência de falhas e maior estabilidade operacional, o que reforça a necessidade de tratar o tema sem estigmas. Para Ernesto Kenji Igarashi, as lideranças desempenham papel decisivo ao observar o estado físico e mental das equipes.
Quando gestores monitoram sinais de desgaste e ajustam o planejamento, as decisões tornam-se mais responsáveis e a proteção de autoridades e instalações ganha maior solidez. Em síntese, a segurança institucional eficiente reconhece que desempenho sustentável depende do equilíbrio entre prontidão e recuperação. Gerir a fadiga operacional não significa reduzir o ritmo das operações, mas preservar a real capacidade de resposta, mantendo qualidade, segurança e profissionalismo nas missões.
Autor: Dmitry Mikhailov

